Admirável mundo! Novo ou velho?
Luís Cunha

No espaço de poucos dias o mundo agitou-se com dois acontecimentos de forte impacto mediático: a “implosão catastrófica” de um brinquedo sofisticado usado para mergulhar nas profundezas do oceano e a ameaça militar de um exército mercenário a um estado soberano que é também uma potência nuclear. Dois acontecimentos de natureza diferente, nada havendo que permita associá-los diretamente. Há, no entanto, uma conexão entre eles, já que ambos sinalizam um mundo que está a mudar, ou que talvez já mudado de forma definitiva.
A ameaça de Prigozhin sobre Moscovo parece o eco de um velho mundo, a banalidade de um passado recuperado no presente e lançando a sua sombra para o futuro. No século XV, quando as estruturas feudais europeias iam cedendo para dar lugar a um novo mundo, a contratação de mercenários por reis, príncipes e até senhores feudais tornara-se uma prática frequente. Todos se batiam por manter ou reforçar os seus poderes e direitos. Os reis pretendiam assegurar a vassalagem de príncipes e senhores feudais ao mesmo tempo que estes recorriam ao apoio militar profissional para garantir uma autonomia que lhes permitisse ensacar o mais possível através dos tributos pagos pelos camponeses. Quando os contratantes deixavam de ter meios de pagamento aos profissionais da guerra, estes rapidamente se viravam contra os camponeses, mas também contra quem os contratara. Mais de 500 anos passados, esta ameaça medieval parece renascer com o líder do grupo Wagner, cuja ação já não visa um senhor feudal escondido no seu castelo, nem sequer uma soberania africana, como aquele grupo já fez, mas uma das grandes potências militares globais.
A analogia não se esgota no problema, estende-se também para a solução. No final do século XV Carlos VII, Rei de França, conseguiu transformar a ameaça mercenária numa vantagem. Contratou alguns daqueles guerreiros a título definitivo, criando as «compagnies d’ordonnance», base para o que viriam a ser os exércitos nacionais. Os estados absolutistas não teriam nascido sem esta «invenção», que foi facilitada também pela emergência de transformações técnicas na arte da guerra, nomeadamente com o desenvolvimento da artilharia, que viria a dar preponderância decisiva à infantaria por sobre a cavalaria. Os velhos senhores feudais, capazes de enfrentar a autoridade real graças aos sólidos muros dos seus castelos e à arte guerreira dos seus cavaleiros, tinham agora que se submeter à vontade de um soberano que se ia tornar absoluto e se apoiava em exércitos de militares profissionais, pagos pelo tesouro nacional e com acesso a um elevado poder de fogo. O que se está a passar na Rússia, e antes se passou na Ucrânia com o Batalhão Azov, tem evidentes semelhanças. Tornados corpos ameaçadores da soberania nacional, decidiu o soberano integrá-los nos exércitos regulares, solução a que Prigozhin parece opor-se. Claro que a superioridade militar da plebe apeada e apoiada por eficaz artilharia por sobre a aristocrática cavalaria não se coloca hoje, mas a tecnologia continua a ser um fator determinante no desenlace de qualquer guerra. Os grupos mercenários, como o Wagner, só conseguem combater eficazmente se tiverem acesso à tecnologia sofisticada, que vai dos drones aos misseis de grande precisão, e esse acesso só pode ser garantido pelos estados. Só? Será mesmo assim, ou estaremos também aqui a assistir a uma das mudanças que estão a transformar o mundo? Na verdade, o desenvolvimento tecnológico não escapa à acelerada privatização do que nos habituámos a ver como bens ou serviços públicos, e também a tecnologia militar entra nessa equação, surgindo como uma peça mais no processo de enfraquecimento generalizados dos estados nacionais.
É neste ponto que faz sentido convocar a aventura marítima do Titan e respetivos nautas. Deixo de lado a questão moral, muito evidente quando comparamos os meios ilimitados disponibilizados para salvar o submarino com a ausência de apoio que permitiria evitar a morte de milhares de emigrantes na travessia do Atlântico. Foco-me num outro aspeto, o do desenvolvimento e condições de acesso a tecnologias de ponta. Filhos da modernidade, fomos ensinados a acreditar que os avanços tecnológicos eram comandados pelos aparelhos estatais e que essa condição orientava esses avanços para o bem comum. É certo que a história da ciência está cheia de invenções fomentadas e aproveitadas pela iniciativa privada, mas a ciência de ponta, fosse a que remetia para a «conquista» do espaço, fosse a que remetia para o uso do nuclear, fosse ainda a que se ligava ao desenvolvimento de tecnologia militar, exigia um esforço financeiro tão gigantesco que apenas os estados estavam em condições de o assegurar. Ainda que recorrendo a uma elevada dose de ingenuidade, foi-nos dito e acreditámos que o progresso passava pelos grandes laboratórios de estado e o que deles saia destinava-se a assegurar que o progresso servia a todos. Os tempos que vivemos já não suportam essa crença ingénua.
O Titan foi apenas a expressão trágica de um fenómeno em crescimento: os avanços tecnológicos de ponta estão a passar para o domínio privado, dando resposta a uma demanda que já nem sequer disfarça ter na base um interesse comum. Nada disso. Do que se trata é de responder ao mercado, evidentemente que a um mercado restrito, a que apenas poucos consumidores acedem, mas a que, em contrapartida, não falta disponibilidade financeira. A «conquista» do espaço deu lugar ao turismo espacial, e até a corrida a Marte parece estar a ser disputada por privados. Visitar o espaço ou o fundo do oceano, como fazem turistas endinheirados, deve levar-nos a olhar o desenvolvimento tecnológico sob um novo prisma, substituindo a crença ingénua que dali resultarão progressos que nos servirão a todos, pela evidência de que a tecnologia está a definir um espaço de confronto que exige de todos nós uma verdadeira cidadania crítica.
Nada havendo que relacione o acidente de um submarino construído para turistas ricos e entediados e aquela espécie de levantamento militar na Rússia, ambos os acontecimentos nos mostram o estado da relação entre soberanias nacionais, que são (ou deviam ser) expressão do interesse comum, e interesses privados, que se contrapõem e contrariam aquelas soberanias. O «monopólio da violência legítima» vai revelando fissuras, já não apenas nos chamados «estados falhados», mas também em potências de primeira ordem, que recorrem a mercenários para fazer o trabalho sujo que querem evitar, correndo o risco, como se vê, de acabar com os «bárbaros» à porta de casa. Por outro lado, os grandes projetos científicos, incluindo as tecnologias de comunicação e a inteligência artificial, estão entregues à iniciativa privada, que não resiste em interferir no regular funcionamento das democracias, como já aconteceu nos EUA e no Brasil.
Este enfraquecimento dos estados deveria deixar felizes aqueles que sempre se opuseram ao seu poder excessivo. No entanto, não estamos a assistir a nenhuma utopia democrática, a nada que confira mais poder ao cidadão comum, a nadinha que contribua para que todos os humanos se aproximem em termos de direitos, deveres e recursos. Bem pelo contrário. A centralização de base estatal cede passo a uma nova casta de senhores feudais – sem cavalo mas com belas frotas de automóveis, aviões, submarinos e foguetões – reduzindo o comum dos mortais a uma nova classe de servos, gradualmente destituída dos direitos que foi conquistando ao longo de muitos anos – direitos políticos, económicos, sociais. Vivemos num tempo em que os novos senhores (hoje da finança como no passado do feudo) têm meios suficientes para desenvolver tecnologia que alimentará os senhores da guerra, mercenários sob contrato, como o Grupo Wagner, de caminho tornando os estados reféns da sua vontade – graças ao dinheiro que emprestam ou não e das armas que ameaçam disparar ou que disparam mesmo.
Imagens da pobreza (com ilustrações e comentário)

Só dei conta, por lapso pessoal, que era suposto escrever o artigo “Imagens da pobreza” (para o jornal Correio do Minho, de 17/06/2023) quando me foi solicitado para edição. Tive que o redigir texto de um dia para o outro. Ultrapassado o limite de 5000 carateres, considerei-o concluído. Ficou incompleto? Sobram sempre assuntos para desenvolver. Mas neste caso, além de incompleto, o texto resultou desequilibrado, tanto no que respeita ao conteúdo como, mais grave, à abordagem. Justifica-se uma crítica. Seguem:
- O artigo “Imagens da Pobreza”, publicado no jornal Correio do Minho, de 17 de junho de 2023;
- Uma galeria de imagens correspondente ao artigo “Imagens da Pobreza”;
- Uma (auto)crítica do artigo “Imagens da Pobreza”;
- Uma galeria de imagens correspondentes ao texto de crítica do artigo “Imagens da Pobreza”.























A contradição costuma fazer parte da arquitetura do imaginário: a um ponto tende a corresponder um contraponto. No presente artigo, proporcionou-se a pobreza surgir apenas como um mal (necessário, lamentável ou compreensível). De modo algum, como algo positivo. Existem, contudo, imagens favoráveis à pobreza e aos pobres. Por exemplo, algumas vertentes do cristianismo, a começar pelos atos e palavras do próprio Jesus Cristo, que, “sendo rico se fez pobre” (2 Coríntios 8:9): “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu” (Mateus 19:21); “E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19:24). Contam-se às dezenas as passagens da Bíblia que não só apregoam a defesa dos pobres como valorizam a pobreza, por exemplo “Levanta do pó o necessitado e do monte de cinzas ergue o pobre; ele os faz sentar-se com príncipes e lhes dá lugar de honra” (1 Samuel 2:8). Os eremitas, sobretudo dos séculos III a IV e XII a XIII, buscam no isolamento, no despojamento e no desprendimento uma aproximação ao divino e uma condição de salvação. A pobreza e o isolamento extremos propiciam a resistência às diferentes formas de tentação e vício, bem como uma dedicação exclusiva a Deus. Santo Antão é, porventura, a figura mais notória. Descendente de uma família cristã rica do Egipto do século III, deu tudo aos pobres e retirou-se no deserto. Maria Madalena precedeu-o: contra o fim da vida, no deserto, despojada, inclusivamente sem roupa, era “alimentada espiritualmente pelos anjos” (“Maria Madalena: O Corpo e a Alma”: https://tendimag.com/2015/02/09/maria-madalena-o-corpo-e-a-alma/). Enfim, aponta no mesmo sentido o “voto de pobreza” caraterístico das ordens mendicantes, tais como os franciscanos, dominicanos, agostinianos e cartuxos.
Resta incontornável a questão: que tipo de pobreza é a pobreza voluntária?












As Casas-Museu ou o privado versus público
Falar das Casas-Museu é viajar pela fronteira entre o espaço privado – a Casa – e o espaço público – o Museu. É partir da nossa atração natural pelo domínio do particular e da intimidade e estendê-lo ao domínio público pelas valências da conservação, do estudo e da memória. A curiosidade pelo ambiente doméstico e privado da casa, a sugestão de aproximação intimista ao outro, ao interior dos seus sentimentos e da sua mente, suscita o interesse coletivo e assim se transforma o espaço e a memória pessoais numa memória pública. Tratando-se de espaços de vida que retratam não só a vida quotidiana e a personalidade de quem lá viveu, mas também o seu enquadramento na época, na sociedade, na região, estão assim criadas as condições para o seu interesse histórico e a sua função cultural. Pelos objetos e pela sua disposição e enquadramento, poderá perceber-se como se organizava a vida doméstica e o quotidiano numa determinada época ou cultura, ou então os gostos e as profissões de quem lá viveu.
Não se trata de uma mera acumulação museográfica de objetos históricos, pois neste caso o local não teria grande importância. Trata-se antes de vivências concretas que retratam formas de vida num determinado sítio com uma também determinada organização social e política, quantas vezes até, psicológica.
Na casa-museu a memória pessoal (componente imaterial) é sempre o elemento aglutinador de um diálogo entre os objetos (o material) e a casa (o imóvel). Um ambiente privado e íntimo cria um fascínio especial capaz de pôr a imaginação a trabalhar e atrair um público despertando-lhe sentimentos e memórias que no dia a dia lhe escapam. A casa-museu conta histórias de pessoas num ambiente humano de fácil apreensão e emoção.
Predominantemente a casa-museu está relacionada com uma individualidade de vulto no campo das artes, da cultura, da finança, da aristocracia, da ciência ou da tecnologia, promovendo um símbolo de identidade nas populações locais e provocando nestas um sentimento de orgulho.
Noutros casos, porém, são preservadas casas de pessoas simples, muitas vezes representativas de momentos históricos, ou de grupos sociais e modos de vida de determinado local ou região como é o caso das Casa-Museu de carácter etnográfico. Há casas-museu de pessoas comuns que contam a história da vida quotidiana coletiva, de imigrantes ou de trabalhadores de ofícios que ajudam a preservar a história e a cultura de uma determinada época e lugar, as tradições e costumes de um povo. Estas casa-museu podem ser tão interessantes quanto as de figuras históricas ou personalidades famosas.
Citando alguns exemplos de casa-museu famosas ao redor do mundo poderemos referir o Museu Van Gogh em Amsterdão, o Museu Frida Kahlo na Cidade do México ou, em Lisboa, a Casa-Museu Fernando Pessoa. Enfim, mais próximo de nós, o Palácio dos Biscainhos em Braga, como testemunho de uma casa da aristocracia urbana do século XVIII, com o seu mobiliário, pinturas, esculturas, objetos de arte.
Pelo impacto que teve em nós, testemunho de complexidade e, simultaneamente, de integração de referências universais num propósito deste tipo, destacamos, o exemplo da Casa Fortuny no Campo San Beneto, em Veneza, que tivemos o privilégio de visitar recentemente (fotos).

O artista e designer espanhol Mariano Fortuny (1871-1949), natural de Granada e de uma família de artistas, adquiriu a casa gótica veneziana, construída no século XV, transformando-a no seu estúdio e residência pessoal a partir de 1902. Após a morte de M. Fortuny, a casa foi mantida pela família e, em 1975, foi aberta como um museu, exibindo muitos dos móveis por si criados, bem como uma grande coleção das suas pinturas, desenhos, fotografias e roupas. Numas salas podemos ver as suas famosas criações de moda, noutras os quadros pintados por ele, as esculturas, as estamparias em tecidos, as fotografias, o design de lâmpadas e lanternas, os cenários para teatro e cinema que ele também criou. Mas, sobretudo, participamos dessa ambiência compósita de modelação entre o ocidente histórico e os orientalismos venezianos, que se projetam quer na decoração da casa – os contrastes de luz, com os seus reflexos interiores ou a brisa ondulando os longos cortinados – quer nas vistas sobre os telhados da cidade e a sua atmosfera.

Atualmente, a Casa Fortuny é uma das principais atrações culturais de Veneza. O Museu Fortuny é uma grande oportunidade de conhecer a extraordinária vida do versátil e inovador Mariano Fortuny e mergulhar no seu tempo, além de visitar um palácio veneziano muito bem conservado.
Já no que respeita a Casas-Museu que através das histórias e das memórias de pessoas simples nos permitem conhecer o passado ou preservar tradições, podemos dar exemplos não menos significativos. É o caso da Casa de Anne Frank em Amesterdão onde é possível conhecer a história da família e o diário que Anne escreveu enquanto permaneceu escondida da ocupação nazi. Ou do Tenement Museum, nos Estados Unidos, que conta a história de imigrantes nos prédios residenciais onde viveram, entre o final do século XIX e o século XX, mostrando as suas durascondições de vida na época. Outro exemplo é a Casa-Museu do Sertanista em Botucatu, em S. Paulo, no Brasil, situado na residência do sertanista Cândido Rondon, um dos principais desbravadores do interior do Brasil no início do século passado, onde se pode conhecer uma coleção de artefactos, fotografias e documentos que retratam a vida e a cultura dos povos indígenas do sertão brasileiro.
Em território português apresentamos o exemplo da Casa-Museu dedicada ao pescador da Nazaré que representa a casa típica da família de um pescador nazareno, ligada à venda de peixe nas décadas de 1930-1950, com utensílios e mobiliário representantes da arte da pesca. Ou o exemplo da Casa-Museu de S. Jorge da Beira, casa típica da região da Covilhã, em xisto, que retrata as formas de vida dos habitantes da vila no passado.
Existem muitas outras Casas-Museu em todo o país mas, como nos diz António Pontes ao analisar a diversidade das Casas-Museu em Portugal e a sua integração nas propostas de classificação internacional, o seu número é muito reduzido já que, sob a capa de casas-museus se encontravam museus de diferentes tipos: “as casas-museu não podem ser consideradas como as instituições que salvaguardarão unidades de coleção ou memórias indiferenciadas, devendo antes ser consideradas unidades museológicas com referências especiais, para preservar memórias de pessoas especiais” A. Pontes (2007).
Ana Maria Macedo, Maio 2023

Ana Maria Macedo, doutorada em Estudos Culturais (2019) pela Universidade do Minho em parceria com Universidade de Aveiro, na área de Sociologia da Cultura, é investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS). Entre as suas publicações destacam-se as obras: Família, Sociedade e Estratégias de Poder (1750-1830): A família Jácome de Vasconcelos da Freguesia de S. Tiago da Cividade, Braga (1996) e Memórias e diário íntimo de um fidalgo bracarense (1787-1810) (2013).
Trabalhadores do Contrabando. Caminhos de Inquietude

Melgaço, entre o Minho e a Serra é um blogue de Valter Alves dedicado à história e às gentes do concelho “mais ao norte de Portugal”. Ímpar e exaustivo, não há fonte registro nem fonte que não desencante. Em artigo colocado em 14 outubro de 2016, convoca o documentário “Traballadores do Contrabando”, uma produção da Alen Films e da Televisión de Galicia, de 2006.
“Trabalhadores do contrabando” é o nome de um documentário produzido na Galiza que nos fala desta atividade tão antiga como a existência das fronteiras. Ouça ex-contrabandistas melgacenses e de Arbo a falar sobre esses tempos onde o contrabando era um verdadeiro “modo de vida”, essencial para a sobrevivência de muitas famílias em tempos difíceis….. Veja o vídeo completo! (https://entreominhoeaserra.blogspot.com/2016/10/documentario-trabalhadores-do.html?fbclid=IwAR1hSnVk9YTn18f7mgyQIXQGcXzXxFXr3xYma8Zc5gzRtOlD_zOMYyxyYLg).
Trata-se de uma obra notável sobre o contrabando nas margens do rio Minho. Tem a assinatura de Victor Aparício Abundancia, responsável pela realização e pelo argumento. Tive o prazer de participar nesta iniciativa. Cabe-me fazer a transição entre as diversas partes do documentário. / Victor Aparício Abundância também é conhecido por Victor Coyote. Figura multifacetada, fundou a banda Los Coyotes, em Madrid, em 1980 (…) Victor Coyote também desenha e escreve. Por exemplo, Cruce de Perras y Otros Relatos de los 80, Visual Books, 2006; ou Tio Budo, Fulgencio Pimentel e hijos, 2014 (Albertino Gonçalves, “Trabalhadores do contrabando”: https://tendimag.com/2016/10/16/traballadores-do-contrabando/).
É uma oportunidade para partilhar dois textos:
– O capítulo de Valter Alves, “Castro Laboreiro em Tempo de Guerra (1942-1943): Volfrâmio e Contrabando”, no livro Sociologia Indisciplinada (Húmus, 2022, pp. 435-462);
– A comunicação que apresentei em 2006: “Caminhos de inquietude. A organização do contrabando no concelho de Melgaço”, em O Miño, unha corrente de memoria : actas das Xornadas sobre a represión franquista no Baixo Miño, (2006-2007), Edicións Alen Miño, S. L., 2008, pp. 242-249.
Pós-Graduação em Património Cultural Imaterial

Encontra-se aberto o concurso para admissão de candidatos à frequência do Curso de Pós-Graduação em Património Cultural e Imaterial, na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, em cuja docência terei o gosto de colaborar. O respetivo Edital está acessível no seguinte endereço: https://www.ese.ipp.pt/cursos/editais/copy_of_Edital.Pos.Graduacao.Patrimonio.Cultural.Imaterial.2023_signed.pdf.
Para mais informação sobre o curso, carregar no seguinte endereço: https://www.ipp.pt/ensino/cursos/pos-graduacao/ese/907.
Vestir os Nus. Vídeo da conferência
Eu saí nu do ventre da minha mãe e nu hei de voltar ao seio da terra. Deus mo deu, Deus mo tirou
Job: 1:21
Na última década e meia, pouco me preocupei com a divulgação dos meus estudos. Quando muito um ou outro apontamento no blogue Tendências do Imaginário. Entretanto, a predisposição mudou. Passei a atender à transmissão dos conhecimentos amealhados, desde que pelos canais e do modo que bem entendo: sem demandas, candidaturas ou submissões. Multiplico, portanto, conversas e partilhas. Durante três dias a fio, empenhei-me na montagem do vídeo da conferência “Vestir os Nus: Censura e Destruição da Arte”. Embora obra de amador, não deixo de apresentar o resultado obtido.
Para aceder ao vídeo da conferência, carregar na imagem seguinte o no endereço https://tendimag.com/2023/04/08/vestir-os-nus-video-da-conferencia/

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Acabei de me inteirar de um novo caso de “agasalho de um nu”. Desta vez, o São Sebastião, de Guido Reni (1617-1618), da coleção do Museu do Prado. Acabado de restaurar, o original está exposto desde o passado mês de março.









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